Debian LMDE

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Debian é um grande pilar da comunidade linux mundial. Dispensa apresentações e prima pela estabilidade e simplicidade de utilização. Não é a mais fácil de configurar mas a enorme comunidade que a suporta tem solução para praticamente tudo.

A partir do Debian nasceram outras distribuições das quais se destacam o Ubuntu, o nosso Caixa Mágica, entre outras. Podem ver a lista completa aqui.

Depois veio o Mint. Originalmente surgiu como um fork do Ubuntu mas por causa do rumo que a Canonical está a tomar, os responsáveis do Mint decidiram diversificar a sua “fonte”.

Assim nasce o Debian LMDE.

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Traz consigo dois Desktops possíveis, o MATE (clássico, baseado em Gnome2) e o Cinnamon (moderno, baseado em Gnome3).

Qualquer uma das versões suporta 32bit e 64bit. Podem ser descarregadas no formato ISO aqui:

O Mate, rápido e robusto, peca pelo aspecto mais “anos 90” mas é o ideal para máquinas mais antigas ou com hardware modesto. O Cinnamon, por seu lado tem um aspecto actual mas também mais exigente a nível de hardware.

Podem gravar para um DVD ou para uma PEN e experimentar antes de instalar (é uma imagem LIVE).

Experimentem! 😀

Cannot set LC_ALL to default locale: No such file or directory

Quando instalo um servidor linux Debian ou Ubuntu em que a linguagem por defeito é “EN” (inglês) e depois instalo a nossa linguagem “PT” aparece-me na consola o seguinte erro quando instalo qualquer coisa ou executo algum programa:

perl: warning: Setting locale failed.
perl: warning: Please check that your locale settings:
LANGUAGE = (unset),
LC_ALL = “”,
LC_TIME = “pt_PT.UTF-8”,
LC_MONETARY = “pt_PT.UTF-8”,
LC_ADDRESS = “pt_PT.UTF-8”,
LC_TELEPHONE = “pt_PT.UTF-8”,
LC_NAME = “pt_PT.UTF-8”,
LC_MEASUREMENT = “pt_PT.UTF-8”,
LC_IDENTIFICATION = “pt_PT.UTF-8”,
LC_NUMERIC = “pt_PT.UTF-8”,
LC_PAPER = “pt_PT.UTF-8”,
LANG = “pt_PT.UTF-8”
are supported and installed on your system.
perl: warning: Falling back to the standard locale (“C”).
locale: Cannot set LC_ALL to default locale: No such file or directory

Apesar de não provocar falhas é uma coisa chata! Como resolver? Muito fácil! Primeiro vemos quantas linhas temos “unset” ou “”. No meu caso são as 2 primeiras:

LANGUAGE = (unset),
LC_ALL = “”,

Basta executar as 3 linhas seguintes na consola:

sudo export LC_ALL=”pt_PT.UTF-8″ 

sudo export LANGUAGE=”pt_PT.UTF-8″ 

sudo locale-gen pt_PT

E pronto, problema resolvido!

DNS dinâmico num servidor Ubuntu/Debian?

Viva

Desde que o famoso dyndns deixou de ser gratuito no verdadeiro sentido da palavra que tenho sofrido algumas dores de cabeça pois mesmo fazendo login no site de 30 em 30 dias, há hosts que “misteriosamente” expiram pelo que tenho que andar a reconfigurar o serviço novamente, correndo o risco de entretanto ver o meu nome de host ser registado por outra pessoa…

Recentemente mudei de provedor deste tipo de serviço e tenho usado nas configurações novas o servidor de nomes seguinte:

http://www.dnsdynamic.org/

Não tem limite de hosts e oferece um atualizador via browser ou um script automático  mas… e como configurar na consola do nosso servidor  Ubuntu/Debian?

Embora pra consola! 😀

Começamos por instalar o programa:

sudo apt-get install ddclient

Caso já esteja instalado podemos reconfigurar com o seguinte comando:

 dpkg-reconfigure ddclient

No primeiro ecrã vai nos pedir para escolher o serviço. Escolhemos a última opção “Outro” ou “Other” caso seja em inglês.

No segundo ecrã vai nos perguntar qual o provedor do serviço. Devemos escrever “www.dnsdynamic.org”.

No terceiro ecrã escolhemos a opção “dyndns2”.

Nos dois ecrãs seguintes escrevemos o email de registo e a respetiva palavra-passe.

Por fim escolhemos a placa de rede que está ligada ao nosso router, por norma eth0. Caso seja wifi em princípio será wlan0.

No ecrã seguinte vai nos pedir para escrever o nome dinâmico que queremos que fique sempre atualizado para o IP externo da máquina (e que registámos no sítio).

Por último escolhemos “não” na pergunta se a ligação é sobre “ppp” e “sim” para correr o serviço automaticamente. Também pede para configurar o intervalo de tempo para verificar se o IP externo mudou. “5m” basta.

Se formos ao painel de gestão no DNSDynamic verificamos que o nosso IP está atualiz… hey! Aparece lá o IP interno do nosso server e isso está errado!!! Vamos corrigir? 😀 Na consola editamos o seguinte ficheiro:

sudo nano /etc/ddclient.conf

Procuramos a linha “use=if, if=eth0” e substituímos por “use=web, web=checkip.dyndns.org”

Salvamos as alterações e executamos o seguinte comando:

sudo service ddclient restart

Em seguida executamos um último comando:

sudo ddclient

Se tudo correu bem veremos a palavra SUCCESS e o IP externo atualizado.

E pronto, temos o nosso dynip configurado e quem sabe… “para sempre”? 😉

Cumprimentos

Servidor com email relay GMAIL

Nos servidores LAMP que administro, muitas vezes tenho necessidade de receber relatórios ou alertas automáticos, sem ter que me ligar à máquina de tempos a tempos e andar a vasculhar os logs.
Então nada melhor que usar um sistema “quase” nativo de mail em Linux, de seu nome POSTFIX  juntamente com uma conta GMAIL! Porquê com GMAIL? Porque é gratuito, seguro (SSL) e não corremos o risco de a nossa máquina ser considerada SPAM  e os emails deixarem de ser entregues… como é óbvio, se exagerarem nos emails enviados o Sr. GMAIL ou o vosso ISP fecha a torneira 😀

Esta configuração pressupõe um servidor Debian based (ubuntu, debian, etc) mas deverá funcionar em qualquer distribuição standard. Não há necessidade de abrir portas na firewall (a não ser a de saída TCP587 caso tenham tudo bloqueado) porque o objectivo deste artigo é configurar uma máquina que apenas envie correio electrónico. Não é aconselhado terem a máquina sem uma firewall activa, principalmente na porta de entrada 25, porque senão o vosso servidor vai enviar os emails que receber de outras máquinas. Podem usar o UFW, como explicado aqui. Também pressupõe conhecimentos básicos (no mínimo!) do editor nano.

Na consola vamos primeiro instalar o que precisamos:
sudo apt-get install postfix libsasl2-2 ca-certificates libsasl2-modules

O sistema vai nos colocar uma questão, escolhemos Site Internet e inserimos o FQDN da nossa máquina (pode ser só o nome do computador na rede local ou um dns dinâmico estilo dyndns, etc).

Em seguida configuramos o serviço de email:
sudo nano /etc/postfix/main.cf

e editamos ou acrescentamos o seguinte:

relayhost = [smtp.gmail.com]:587

smtp_sasl_auth_enable = yes

smtp_sasl_password_maps = hash:/etc/postfix/sasl_passwd

smtp_sasl_security_options = noanonymous

smtp_tls_CAfile = /etc/postfix/cacert.pem

smtp_use_tls = yes

Salvamos as alterações e em seguida executamos:
sudo nano /etc/postfix/sasl_passwd

No ficheiro (que deverá estar vazio) escrevemos o seguinte:
[smtp.gmail.com]:587 user.name@gmail.com:password

Onde está user.name e password colocar a vossa conta GMAIL.

Guardamos o ficheiro criado e a seguir executamos:
sudo chmod 400 /etc/postfix/sasl_passwd (vai proteger o ficheiro)

sudo postmap /etc/postfix/sasl_passwd

cat /etc/ssl/certs/Thawte_Premium_Server_CA.pem | sudo tee -a /etc/postfix/cacert.pem

E reiniciamos o serviço:
sudo /etc/init.d/postfix reload

Se tudo correu bem, não vão aparecer erros e a vossa máquina está pronta para enviar emails. Caso apareça um aviso do postfix sobre não suportar o IPV6 basta instalar o respetivo suporte:
sudo modprobe ipv6

E reiniciamos novamente o serviço:
sudo /etc/init.d/postfix reload

Vamos testar? 🙂 Escrevemos o seguinte na consola (fazer enter no fim de cada linha):
sendmail destinatário

FROM: nossoGmail

SUBJECT: hello world

Este é um teste de email 

.

E pronto! Já deverão ter o email na caixa de entrada do destinatário! 😀

Esta configuração permite o envio de emails a partir de qualquer aplicação que seja executada localmente como por exemplo um formulário de uma página de internet ou um php de uma aplicação web based. Eu uso para receber alertas e relatórios de segurança.

Reiniciar a gráfica no Ubuntu

Algumas vezes acontece-me ter que reiniciar a gráfica em Linux, porque alguma aplicação ou jogo  “menos oficial” fica bloqueado e não consigo fazer mais nada… Na maior parte das distribuições Linux o comando “Ctrl + Alt + Backspace” reinicia a componente gráfica sem ter que reiniciar o pc mas Ubuntu não tem isso ativo. Como ativar? Muito fácil:

Vamos ao painel de controlo e procuramos por “teclado” (ou “keyboard”, se usarmos o layout em ingês). Também podemos escrever “teclado” na dash.

Clicamos em “opções” (ou “options”) e procuramos a opção “Key sequence to kill the X server”:

Captura-de-ecra-restartX

Activamos a opção e pronto, já está 😀

No próximo bloqueio já podemos esquecer o botão reset! 😀

Converter vídeos com legendas

Um tipo de programa que fazia muita falta até há pouco tempo em Linux era um bom editor de vídeo. Disse bem, até há bem pouco tempo…

Há vários programas que podem testar e que funcionam muito bem tipo OpenShot ou Format Junkie.

No meu caso, eu precisava de um programa que convertesse um vídeo e um ficheiro de legendas num só ficheiro.

Eis que encontrei o Curlew

Vamos instalar no Ubuntu? Vamos! 🙂

  • sudo add-apt-repository ppa:upubuntu-com/multimedia
  • sudo apt-get update
  • sudo apt-get install curlew

E já está! Experimentem!

Firewall com 3 comandos

 

 
firewall de um sistema operativo é uma ferramenta que considero essencial para o meu trabalho do dia a dia.
Em windows por defeito já vem instalada e configurada uma firewall básica mas em grande parte das distribuições linux não.
Quando digo que é uma firewall básica é porque é passiva, apenas “abre” e “fecha” portas, não inspecionando o que por lá passa. Por defeito deixa passar tudo do computador para fora mas bloqueia o inverso permitindo apenas o que o utilizador local disser.

1- Para instalar uma firewall básica em sistemas Linux (testado por mim em Debian e Ubuntu. Noutros sistemas o método de instalação pode variar mas o nome da firewall a instalar será o mesmo) basta numa consola executar o seguinte comando:

sudo apt-get install ufw

2- Se estivermos ligados localmente ignorem este passo senão se estivermos ligados remotamente à máquina (ssh), ao ativar a firewall podemos ficar com a ligação interrompida. Caso seja essa a situação temos que abrir primeiro a porta 22 (SSH):

sudo ufw allow 22

3- Por fim, para ativar a firewall vamos executar:

sudo ufw enable

Se a instalação correu bem o sistema vai alertar que as ligações podem ser interrompidas e ao nosso (Y) vai responder:

Firewall ativa e ligada no arranque do sistema

 E pronto! Já está! 🙂

Para sabermos o estado da nossa firewall e que portas temos abertas para a internet, escrevemos na consola:

sudo ufw status verbose

que deverá dar a seguinte resposta:

Estado: ativo
Padrão: deny (entrando), allow (saindo)

Para desativar a firewall basta executar o seguinte comando:

sudo ufw disable

Para adicionar uma porta (torrents, webservice, jogos, etc) à nossa firewall executamos o seguinte comando:

sudo ufw allow [porta]

Para bloquear uma porta na nossa firewall executamos o seguinte comando:

sudo ufw deny [porta]

Para apagarmos uma regra que tenhamos criado na firewall executamos o seguinte comando:

sudo ufw delete [porta]

Elementary my dear Watson!

Conhecem a expressão? Sherlock Holmes diz-vos algo? Hum, elementar, meu caro Watson… Apesar de nunca ter sido dita por Sherlock Holmes a partir da mão de Sir Artur Conan Doyle, esta frase tem-lhe sido atribuída não sei bem desde quando… mas o que sei e passo a apresentar aos meus queridos dois assíduos leitores é o seguinte:

 elementary

– ElementaryOS

Esta fantástica distribuição Linux, construída a partir do Ubuntu 12.04LTS marca pela simplicidade e forte desempenho. Apesar de se basear no Ubuntu, prova que tem vida própria ao ser suportado por uma comunidade que muito cresceu e em tão pouco tempo desde 2011. Com origem no Canadá, podem visitar o sítio em http://elementaryos.org

Para testar a partir de uma pen (1GB no mínimo) basta fazer download da iso aqui (no fim da página) e instalar com a ajuda de um programa chamado Unetbootin. O sítio tem suporte para Windows, Linux e Mac.

unetbootin

Quando arrancarem com o sistema operativo vão encontrar um desktop simples e minimalista. Verifiquem se o vosso hardware é totalmente suportado (som, periféricos, etc) e podem instalar sem medo! Nunca se esqueçam de fazer cópia de segurança dos vossos dados importantes primeiro!

desktop-1024x576

O que fazer a seguir? Bom, nada como começar por vasculhar o centro de software e instalar as vossas apps favoritas. Em apenas alguns cliques ficam com o vosso desktop totalmente equipado e pronto a funcionar.

Com o meu Elementary faço tudo o que procuro num computador pessoal: trabalho, programo, ouço música, vejo filmes, jogo… enfim, tudo num ambiente simples, rápido e fiável!

Pode não estar tão maduro como outras distribuições Linux mas tem na sua simplicidade o seu maior trunfo: fazer mais com menos. Ainda há muito trabalho pela frente mas para o dia-a-dia está muito bom! Experimentem!