SSH ao Raspberri

Um dia destes ao falar com um amigo meu que tinha comprado um raspberry, perguntei todo entusiasmado o que já tinha feito quando ele triste me responde que “dá muito trabalho escrever o comboio de comandos que aparecem nos artigos!”
Bom, sei que isto parece estranho de dizer mas os maluquinhos de Linux são tão preguiçosos como os outros e fazem tudo para facilitar a vida no dia-a-dia!
Para  acedermos a um Raspberry e inserir os comandos que vemos na Internet não precisamos de escrever no teclado local. Podemos fazer isso com um “copiar & colar”, a partir do nosso computador pessoal, usando para isso um protocolo de nome SSH. Aliás, podemos fazer tudo como se tivéssemos ligados directamente ao Raspberry desde que este esteja ligado pelo menos com o cabo de rede, no mesmo Router onde o nosso computador pessoal está ligado. A única informação que precisamos é de saber qual o IP do nosso Raspberry. Para isso basta ver no arranque do nosso Raspberry o IP:
raspberry_piNeste caso é o IP 192.168.1.15.

Também é possível ver com o comando ifconfig:
raspberry_pi1Neste caso é o IP 192.168.1.70

Assim, já temos como aceder ao nosso Raspberry. Vamos imaginar que o IP do nosso Raspberry é o 192.168.2.100 e que o utilizador é o “pi“.
Em Linux ou em OSX abrimos uma consola e escrevemos “ssh pi@192.168.2.100“. Se o sistema conseguir chegar ao nosso Raspberry, vai ser pedida a password (por defeito é Raspberry). E pronto, é como se estivéssemos ligados directamente no nosso Raspberry!

Em Windows podemos usar um programa muito simples mas poderoso, de nome Putty. O programa não exige instalação e é um só ficheiro.
putty-defaultNo hostname escrevemos o IP do nosso Raspberry e clicamos em Open. Abre-se uma janela de consola onde inserimos o utilizador e password. E pronto! Já podemos copiar os comandos dos milhares de projectos que há pela Internet para o nosso Raspberry, sem ter que os escrever. Para “colar” no Putty basta clicar com o botão direito do rato na consola.

Bons projectos! 🙂

Microsoft Lync

lyncConhecem o Microsoft Lync? É o “Skype” empresarial da Microsoft. Destaca-se pela integração com a AD de um domínio Microsoft e com a agenda do Outlook, entre outras vantagens. Mas tem um grande defeito ao não ter uma alternativa cliente em Linux…

Como a “malta” de Linux também é persistente é possível usar o Lync via… Pidgin! Vamos instalar? Bora pra consola 🙂

1 – Inserimos uma variável que tem a ver com SSL e o Lync 2013, num ficheiro do nosso perfil:

echo ‘NSS_SSL_CBC_RANDOM_IV=0’ >> ~/.pam_environment

Esta situação está documentada aqui e resolve um erro ao fazer login.

2 – Em seguida terminar sessão e voltar a entrar.

3 – Por fim, basta instalar o Pidgin e o plugin do Lync:

sudo apt-get install pidgin pidgin-sipe

Ao entrar no Pidgin vai aparecer um tipo de conta com o nome “Office Communicator”

Pidgin_Lync

Inserimos a informação de login e se tudo correr bem ficamos ligados ao Microsoft Lync Server da nossa empresa 🙂

 

Boa sorte!

JPerf

Quando achamos que o nosso acesso à Internet está lento e queremos saber a velocidade real nesse momento, recorremos a sites tipo Speedtest, FCCN, etc. Nas redes internas, entre computadores, as vezes há conectividade mas algo parece estar mal… um cabo defeituoso pode estragar a performance e fazer-nos perder horas a despistar um problema. Um testador de cabos indica se um cabo está com conectividade mas não quer dizer que esteja a 100% quando houver dados a passar!

IPerf é então a ferramenta a usar. Para o efeito temos que utilizar 2 computadores, um como servidor e outro como cliente. No servidor terão que desligar temporariamente a Firewall ou então abrir uma porta para este efeito (por defeito porta 5001). O programa funciona apenas em linha de comandos mas é bastante simples. Um iperf –help mostra as opções todas mas para um teste simples, no servidor executamos iperf -s e no cliente executamos iperf -c ip_do_servidor. Passado uns segundos temos o resultado:iperf1Mas o títiulo deste texto é JPerf e não IPerf.

Para Windows há uma interface gráfica para esta ferramenta, escrita em Java. Descarreguem a versão mais recente aqui e executem o ficheiro jperf.bat. Não se esqueçam que tem que ter o Java instalado. Caso tenham a versão mais recente instalada e mesmo assim dê erro de java ao arrancar com o jperf, há um pequeno truque que é copiar o ficheiro javaw.exe do diretório de instalação do Java (C:/programas/Java/…/bin/javaw.exe) para a pasta onde estamos a executar o jperf.bat. Se tudo correr bem encontramos a seguinte janela:jperf1

Como poderão constatar, o programa está muito completo e as opções são muitas mas para um teste rápido e simples fazemos o seguinte:

– no PC servidor, clicamos em cima na opção Server e em seguida no Run JPerf!. Neste momento temos o servidor à escuta na porta 5001.

– No PC cliente, à frente do Client escrevemos o IP do nosso servidor. À esquerda, podem mudar o Output Format para Mbit/s e o tempo de teste (por defeito 10seg), caso o desejem. Clicam em Run JPerf! e aguardem o fim do teste.jperf2

Vão obter um gráfico com a taxa de transferência de dados. O gráfico deverá ser mais ou menos plano. Caso haja muita variação, pode indicar problemas com a cablagem. Em redes Wifi a variação será maior. Também se o teste for feito com routers/switch no meio e houverem outros equipamentos ligados, contem com variações na medição. Mas é uma excelente ferramenta de diagnóstico e alternativa a alguns equipamentos oficiais (e caros!) para medição de transferência de dados em redes informáticas.

 

 

Tudo nas nuvens

Podem-se rir à vontade com o título que eu também ri 😀

Ao longo dos anos todos vamos acumulando no computador (uns mais que os outros) as nossas fotos, vídeos e musicas. Eu falo por mim. A minha livraria pessoal de música, fotos e vídeos é imensa. E tudo começou por um computador fixo, assim como muitos de vocês. Mas depois veio o portátil e a coisa ficou mais difícil. Ou se copiava tudo e ficava a informação duplicada ou então fazia-se uma partilha local. Por fim vieram os tablets e smartphones, a Internet barata e a coisa complicou-se…uma partilha local já não chega. Nos tempos que correm, a mobilidade e acesso imediato á nossa informação estão na ordem do dia. E todos queremos chegar a ela com segurança e facilidade. Há várias soluções mas vou falar de uma que é simples de instalar e configurar e partilha a nossa musica, vídeos e fotos.

plex-logo-dark

Requisitos mínimos? Ao nível de hardware, um Raspberry 🙂 Mas não esperem grande performance. Um dual-core com 2GB de RAM é suficiente para um máximo de 3~5 utilizadores simultâneos. Quanto ao software, o Plex corre em Windows, OSX e muitas distribuições Linux. E não precisa ser Server! Um Windows 7 ou um Ubuntu Desktop servem. Também é possível usar um NAS diretamente. Podem ver as especificações mais ao pormenor aqui.

Para instalar, acedemos ao site e escolhemos o download de acordo com a nossa plataforma. O método de instalação é igual para todas. Vou exemplificar com um Windows 8. plex1Descarregamos o ficheiro e executamos:plex2No fim clicamos em Fechar:plex3Na versão gratuita deste programa só podemos ter uma conta associada ao nosso servidor mas chega para o que pretendemos. Acedemos ao nosso servidor pelo seguinte endereço:

https://127.0.0.1:32443/web

Esta ligação é encriptada mas vai aparecer um erro de certificado. Podem aceitar e continuar. Começamos então a configuração do servidor. Criamos uma conta (ou a opção de entrar com uma existente):plex6Podem escolher um nome para o vosso servidor e clicar em seguinte:

plex7Agora vamos escolher uma categoria e adicionar as pastas que essa categoria vai conter:plex8plex9Podem adicionar mais pastas, com vídeos, fotos e músicas. No fim também vai aparecer a possibilidade de adicionar canais de TV. Não é obrigatório. E assim vai ficar a página principal do PlexServer:plex11Tem bom aspeto, não tem? 😀

Vamos fazer uns pequenos ajustes. No canto superior direito clicamos nas definições:plex12

Vocês podem ajustar de acordo com as vossas preferências mas há aqui 3 ajustes que na minha opinião são fundamentais:plex13 plex14 plex15No fim, clicar em guardar e… já está!

Mas como aceder remotamente?

Bom, temos que ter o nosso servidor pronto para ser visto pelo exterior. A porta usada é a 32443 para HTTPS e 32400 para HTTP. Eu aconselho sempre o uso de HTTPS. Sendo assim temos que:

1 – Abrir a porta 32443 na firewall(caso haja) do nosso servidor. Assim, será possível aceder ao mesmo pelo endereço https://ip_do_servidor:32443/web mas só na rede interna.

2 – Activar o reencaminhamento da porta TCP 32443 no Router. Para fazer isto, cada caso é um caso e vai depender do modelo que vocês tiverem. Este site pode ajudar. Assim, o vosso servidor pode ser acedido a partir de qualquer lugar, onde quer que estejam e desde que tenham Internet.

3 – Usar um serviço de DNS dinâmico. Assim será mais fácil aceder ao servidor, mesmo que o vosso Router reinicie e obtenha um IP externo diferente.

Assim, temos o nosso servidor pronto! Fácil, não é? 🙂

E para aceder a partir de fora como cliente? Podemos aceder gratuitamente e de forma ilimitada à página WEB. Podemos ouvir música, ver fotos e ver uns bons vídeos. Obriga a ter Flash player. A Plex suporta as mais populares plataformas (Android, iOS, Windows Mobile) e tem à venda um aplicativo próprio para acedermos à nossa informação. Procurem no Market da vossa plataforma. É barato mas podemos sempre usar a plataforma WEB.

Pontos a considerar:

– Backups, backups e mais backups…

– Uma boa password para a nossa conta, no mínimo com 10 caracteres, com letras, números e caracteres especiais. Não sejam preguiçosos pois em caso de intrusão costuma pagar-se caro.

– O Plex por defeito só pede password de acesso quando estamos fora da rede local. Se não desejarem isto podem sempre alterar nas definições.

E pronto! Ficam aqui uns exemplos:plex16plex17

Windows 8 Start menu

Por razões profissionais comecei a usar o Windows 8. É um bom sucessor do Windows 7, com uma excelente performance mas aquele start menu… deixa-me muito a desejar! Ora bem, toca a procurar alternativas!!!

Há vários programas que resolvem esta questão mas um chamou-me especial atenção, por ter nascido num projeto open-source, por ser gratuito e porque a integração no Windows 8 é simplesmente perfeita. O seu nome é Classic Shell e funciona muito bem tanto no 8 como no 8.1. ClassicShellPara instalar basta aceder à página de downloads, descarregar e instalar com as opções por defeito. Podem ver mais algumas fotos na página dos autores. Tem à escolha um menu clássico, tipo Vista ou 7. Também instala uns botões adicionais (cortar, colar, etc) no explorador e no Internet explorer. Podem sempre alterar as definições clicando com o botão direito do rato em cima do botão Start Menu e escolher “definições”. Pela minha experiência pessoal, posso garantir que nunca bloqueou ou ficou lento e o meu menu (estilo Windows 7) tem um comportamento idêntico em tudo ao menu original do Win 7! O melhor é que não desativa o menu Iniciar do Windows 8. Simplesmente complementa-o!

Experimentem!

Eliminar publicidade no Skype

skype_logoPor motivos profissionais uso o Skype como ferramenta de conversação on-line e vídeo-conferência. A possibilidade de instalação nos mais diversos dispositivos aliada a uma boa qualidade de imagem faz deste programa um dos melhores do género.

4073.Abr12_IE9_7C4E00DFComo em muitos dos programas gratuitos, somos sujeitos a anúncios chatos e promoções que não queremos. Mas é possível bloquear isso. Vamos usar um truque que já funcionava no MSN Messenger. Isto só se aplica a sistemas operativos Windows. Executei este truque num Windows 8.1.

1 – Clicar em menu (ou tecla win) e escrever “notepad”. Clicar com o botão direito do rato em cima e escolher “Executar como administrador”.

start12 – Clicar em “Ficheiro” e depois “”Abrir…”. Onde está “Documentos de texto (*.txt)” clicar em cima e escolher “Todos os ficheiros (*.*)”. Abrir então o seguinte ficheiro:
“C:\Windows\System32\drivers\etc\hosts”

start23 – Acrescentar no fim do ficheiro o seguinte texto (que está a sombreado azul):
start34 – Agora é só salvar e sair.

5 – Abrir o Skype, ir a “Ferramentas”, “Opções” e clicar no separador “Notificações”. Clicar em “Alertas e mensagens” e desativar as duas opções que lá se encontram.

Ao reiniciar o Skype já não há mais publicidade chata 🙂

Eliminar publicidade no Skype (actualizado para versão 2016)

skype_logoPor motivos profissionais uso o Skype como ferramenta de conversação on-line e vídeo-conferência. A possibilidade de instalação nos mais diversos dispositivos aliada a uma boa qualidade de imagem faz deste programa um dos melhores do género.

4073.Abr12_IE9_7C4E00DF
Como em muitos dos programas gratuitos, somos sujeitos a anúncios chatos e promoções que não queremos. Mas é possível bloquear isso. Vamos usar um truque semelhante a um que já funcionava no MSN Messenger. Isto só se aplica a sistemas operativos Windows.
Executei este truque num Windows 10.

1 – Clicar em menu (ou tecla win) e escrever “notepad”. Clicar com o botão direito do rato em cima e escolher “Executar como administrador”.

start1

2 – Clicar em “Ficheiro” e depois “”Abrir…”. Onde está “Documentos de texto (*.txt)” clicar em cima e escolher “Todos os ficheiros (*.*)”. Abrir então o seguinte ficheiro:
C:WindowsSystem32driversetchosts

start2

3 – Acrescentar no fim do ficheiro o seguinte texto:

start3

127.0.0.1                rad.msn.com

127.0.0.1                apps.skype.com

Agora é só salvar e sair.

Ao reiniciar o Skype já não há mais publicidade chata 🙂