Screen

Há uns tempos falei do putty para aceder por cabo série aos nossos equipamentos. No entanto podemos usar o terminal do nosso Ubuntu e variantes com um programa de seu nome Screen.
Screen é um gestor de sessões virtuais e que permite (entre outras coisas) aceder a um equipamento (routers, switchs, etc) por ligação série.

Começamos por instalar:
$ sudo apt-get update && apt-get install screen

Se o nosso utilizador ainda não pertence ao grupo dialout adicionamos:
$ sudo adduser
utilizador dialout
Assim podemos aceder à ligação série como utilizador sem privilégios (sem o sudu).

Por fim, ligamos ao equipamento que pretendemos:
$ screen /dev/ttyUSB0 9600

onde:
ttyUSB0 é o adaptador USB/RS232 (caso usem uma porta série usem ttyS0)
9600 é o baudrate (pode variar, depende das especificações do equipamento)

Para sair da sessão usamos a sequência de teclas:
Ctrl + A + D

Para voltar à sessão escrevemos:
$ screen -r

Para encerrar a sessão fazemos:
$ screen -X -S [ID da sessão] quit

onde [ID da sessão] pode ser obtida com o comando
$ screen -ls

Screen tem mais vantagens já que permite manter um processo em execução, mesmo que fechemos a consola. Podemos ter várias sessões em simultâneo. Isto pode ser útil em situações em que queremos executar um processo e desligar a sessão sem que esse processo termine. Leiam o manual e bons comandos! 🙂

 

 

It’s PopCorn Time :)

 

logo-valentines

Conhecem? 🙂

Esta ferramenta fantástica permite ver filmes e séries usando a tecnologia P2P, mais conhecida por torrents. Tem boa qualidade e inclui legendas em PT. Apesar de em alguns países isto ser considerado ilegal, na realidade a aplicação em si não tem nada de ilegal…
Bom, legalidades à parte, a aplicação está disponível para Android, OSX, Linux e Windows. Podem ver a página aqui.
Como instalar em Ubuntu e derivados? Muito fácil:

Instalar por PPA – Executar na consola:

sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/popcorntime
sudo apt-get update
sudo apt-get install popcorn-time

O programa vai aparecer no menu 🙂 It’s popcorn-time 🙂
Na primeira vez que o programa abre podemos definir a linguagem preferida das legendas. Para isso cliquem na roda dentada no canto superior direito. No campo das legendas (ou subtitles caso a interface esteja em inglês) podem escolher a nossa língua.
E pronto, bons filmes 🙂
Popcorn-time

Putty no Ubuntu

putty

Quem administra routers e outros equipamentos cujo meio de acesso à configuração é através de uma consola, em Windows usa o fantástico Putty.
No entanto esta ferramenta também existe para Linux e funciona muito bem em Ubuntu!

Para instalar basta o seguinte comando:
sudo apt-get install putty

E pronto, está instalado.

Há dois pormenores a partilhar:

1 – Para se usar o putty como utilizador regular (sem direitos administrativos) numa porta local (COM ou USB) é necessário que o utilizador pertença ao grupo dialout. Para tal basta executar o seguinte comando:
sudo adduser utilizador dialout
Teremos que terminar sessão para tornar esta alteração efectiva.

2 – Em Windows,  quando queremos executar um “copiar-colar” a informação que queremos copiar é selecionada com o botão esquerdo do rato. Para efetuar o “colar” clicamos com o botão direito. Em Linux, a ação de “colar” é feita com o botão do meio ou a “roda” do nosso rato.

Boas ligações! 🙂

Poodle fix

Pois é… Há uma nova ameaça para as comunicações seguras na Internet, de seu nome Poodle:
PoodleA Google trouxe a público neste documento a descoberta, como o ataque é feito e quais as consequências.  Nos próximos tempos irá aparecer um fix para este problema mas entretanto podemos proteger os nossos servidores caseiros (e não só) desativando pura e simplesmente o protocolo SSL v2 e v3. Esta situação só se aplica caso usem páginas HTTPS nos vossos servidores. Com este fix “obrigam” o vosso servidor a usar encriptação TLS.

Acedam ao servidor e abram o ficheiro de configuração do Apache. A localização pode variar mas no Ubuntu, por defeito está em /etc/apache2/apache2.conf:
nano /etc/apache2/apache2.conf

Adicionem a seguinte linha:
SSLProtocol All -SSLv2 -SSLv3

Salvem o ficheiro e no fim é só reiniciar o serviço Apache:
service apache2 restart

E pronto, podem testar neste site se já tem o SSLv3 desativado.

Clear OS

Imagem

ClearOS é o que eu chamo um “canivete suiço” do mundo open-source. Não sendo especializado, cumpre o que se propõe a fazer e cumpre bem. Seja como firewall, proxy, NAS, router, mail-server ou entre muitas outras funções, temos aqui um fiel servidor assente no robusto CentOS.

De fácil instalação e configuração, em poucos minutos temos o nosso servidor a trabalhar. Tem uma versão paga e uma versão community. Podem ver as diferenças aqui. O que nos interessa é obviamente a versão gratuita.

Vamos então para a página de downloads para descarregar a nossa ISO.  Gravamos num CD e estamos prontos para criar o nosso servidor. Também temos à disposição imagens virtuais, prontas a serem testadas. No entanto, o processo de instalação é extremamente simples como podem verificar na página da ClearFoundation.

Quando a instalação estiver concluída, o computador pode ficar colocado num canto, sem monitor ou teclado. Apenas um cabo de rede. Só precisamos de saber o IP e aceder ao nosso novo servidor pelo browser em https://IP_DO_SERVIDOR:81

Entramos com a senha de ROOT que definimos na instalação (no caso das VM, a senha de ROOT é clearos ) e podemos configurar os parametros iniciais.

As opções são muitas mas todo o processo de configuração está muito intuitivo e acima de tudo… fiável! Podemos começar por criar um servidor que vai ficar apenas na nossa rede privada (sem firewall). Configuramos o acesso à Internet e aceitamos as condições (blá blá…). Temos o nosso servidor pronto a ser usado.

Há muitos HowTos na Internet para funções que podemos delegar no nosso servidor mas penso logo num NAS, num VPN Server ou num TorrentDownloader. Plex também é uma boa opção. Para quem quiser gerir e controlar totalmente a sua rede local também podemos configurar uma Firewall. Enfim, as opções são imensas e de certeza que todos vão encontrar uma solução para o que procuram.

Durante os próximos artigos darei exemplos destes e vão ver como é fácil e rápido configurar o nosso servidor ClearOS.

Raspberry SpeedTest Server

Speeeed

Quem quer um acesso à Internet com esta velocidade??? 😀

Bom, voltando ao país real… um destes dias precisei de saber qual a velocidade de um ponto A para um ponto B, via Internet. Tinha várias opções mas tratei logo de dar uso ao meu RaspberryPi e um serviço conhecido por muitos de seu nome SpeedTest. Eles tem uma aplicação “mini” para usarmos o seu serviço directamente no nosso servidor pessoal.

Com uma instalação fresca do Raspbian, adiciona-se o Apache e o PHP:
sudo apt-get install apache2 php
E seguida testa-se a ligação:
http://ip_do_raspberry
Apareceu uma página de teste? Ok, até aqui tudo bem.

Em seguida fazemos download do speedtest mini:
wget http://c.speedtest.net/mini/mini.zip

…e extraímos para a pasta pretendida:
sudo unzip -d /var/www/ mini.zip

…por fim, alteramos o index-php.html para index.html:
sudo mv /var/www/mini/index-php.html /var/www/mini/index.html

…e já está! Podemos testar assim:
http://ip_do_raspberry/mini

Se quiserem testar a partir do exterior, é só reencaminhar a porta 80 do Router para o RaspberryPi 🙂

Minecraft Server

Minecraft é sem dúvida um jogo com um sucesso incontestável e que dispensa apresentações. É um jogo de “legos” virtuais onde o limite está na imaginação. Com gráficos que lembram os jogos de computador de há 20 anos, ganha a preferência a muitos jogos atuais. Com um preço baixo e uma comunidade imensa que o suporta e alimenta com extras, torna-se uma boa distração durante horas… Chego mesmo a considerar este jogo bastante educativo e um ótimo exercício mental para desenvolver a criatividade.

Jogar localmente não exige muitos conhecimentos, basta aceder à página do jogo, fazer o download, executar e… jogar! É suportado pelas plataformas Linux, Mac e Windows.

Mas o que este jogo também permite é jogar em rede com os amigos, em casa ou na Internet. Há vários sites que alugam servidores mas quando lá em casa me pediram para alugar um não gostei dos preços, para o efeito que era. Toca a pegar num PC velhinho e fazer um!

Minecraft um jogo que depende de Java e é bastante exigente a nível gráfico e memória RAM. Como o servidor não é para jogar localmente, não é preciso uma boa gráfica mas no mínimo aconselho 2GB de RAM. Vou instalar o Ubuntu Server 12.04 LTS num Pentium4 3.0 com 2GB de RAM e 80GB de disco. Para a localização do Minecraft vou usar o diretório “/minecraft”, criar um utilizador limitado “papimigas” e usar a porta TCP “25565” para ligações em rede (que é a por defeito). Vou instalar a versão do Minecraft 1.7.4 mas os passos seguintes servem para qualquer outra versão (oficial ou menos oficial) e podem adaptá-los às vossas circunstâncias.

1-Instalar o Ubuntu server 12.04 e atualizar: sudo apt-get update && sudo apt-get upgrade

2-Instalar o JAVA-JRE: sudo apt-get install default-jre

3-Criar uma pasta para o Minecraft server: sudo mkdir /minecraft

4-Criar um utilizador para arrancar o Minecraft Server: sudo adduser –system –no-create-home –home /minecraft papimigas

5-Dar as permissões à pasta do utilizador: sudo chown -R papimigas /minecraft

6-Entrar na pasta: cd /minecraft

7-Fazer download do minecraft server: wget -O minecraft_server.jar https://s3.amazonaws.com/Minecraft.Download/versions/1.7.4/minecraft_server.1.7.4.jar

8-Criamos um script para o Minecraft  Server arrancar automaticamente com o pc:

a) sudo nano /etc/init/minecraft-server.conf

b) inserimos a informação seguinte:

# minecraft server
console log
exec start-stop-daemon --start --chdir /minecraft --chuid papimigas \
    --exec /usr/bin/java -- -Xms1536M -Xmx2048M -jar minecraft_server.jar nogui 2>&1
start on runlevel [2345]
stop on runlevel [^2345]
respawn
respawn limit 20 5

c) Guardamos com o comando Ctrl+x , em seguida um y e por fim Enter

9-Ativamos o serviço: sudo start minecraft-server (sempre que necessitarem de o parar podem usar o comando sudo stop minecraft-server). Ao criar este serviço o Minecraft server vai arrancar automaticamente quando arrancamos com o PC. É só ligar e aguardar um pouco!

10-Ainda no diretório do minecraft ( /minecraft),  se executarem ls -l vão encontrar vários ficheiros que entretanto foram criados. O mais importante é o server-properties pois é lá que vamos definir as principais caracteristicas do nosso servidor. Para a editarem usem o nano mais uma vez: sudo nano /minecraft/server-properties . Aconselho que visitem esta página para perceberem o que cada propriedade faz. Não esquecer de parar o serviço com um sudo stop minecraft-server antes de modificar algum dos ficheiros de configuração e no fim das alterações arrancar novamente com um sudo start minecraft-server.

11-Se for para partilhar o acesso para fora da nossa casa teremos que “abrir” a porta TCP do servidor no nosso router e recorrer a um serviço dinâmico de DNS.

12-Para nos ligarmos ao servidor, no nosso pc arrancamos com o Minecraft e clicamos em Multijogador (ou Multiplayer, em inglês). Clicamos no botão “adicionar servidor” e inserimos o IP do servidor (caso seja dentro da mesma rede) ou o nome DNS dinâmico, caso seja fora de casa. Se não usarem a porta padrão (25565) terão que acrescentar. Por exemplo, se escolherem usar a porta 41234 e o ip externo for http://exemplo.pt, no campo endereço do servidor tem de colocar exemplo.pt:41234.

Boas aventuras!

 minecraft

Pen Multi-boot

Viva

Hoje em dia é fácil adquirir uma pen usb 2.0 com capacidade para 8GB ou 16GB por um baixo preço (menos de 15€). Também não é novidade que uma pen usb é a melhor maneira de se testar uma distribuição Linux num pc sem ter que instalar, ou então usar uma ferramenta de recuperação estilo Hirens Boot CD ou Clonezilla. Estas ferramentas instalam o sistema pretendido a partir de uma imagem ISO que podemos descarregar da Internet, como por exemplo aqui.O chato disto tudo é que temos que formatar a nossa pen para trocar de ferramenta ou sistema pretendido, usando para isso o Unetbootin, Lili ou UniversalUsbInstaller, entre outros. Mas é precisamente este último que nos oferece uma ferramenta de seu nome YUMI.

 

Esta fantástica ferramenta permite ter várias distribuições e um menu no arranque da pen que permite a escolha do que pretendemos.

Então como fazer?

Para este projeto adquiri uma pen USB de 16GB. Inseri-a numa porta USB do PC e executei o nosso YUMI:

YUMI1Aqui temos que ter cuidado! Primeiro selecionamos a nossa pen. Se for nova ou não tiver conteúdo importante podemos ativar a opção format. Por fim selecionamos a distribuição pretendida (no formato ISO) ou, se não aparecer na lista, escolhemos uma opção no fim para distribuições não suportadas oficialmente (pode falhar depois no arranque!). Em seguida temos que localizar a ISO e o YUMI trata do resto! No fim pergunta se queremos adicionar mais sistemas e temos a nossa pen pronta! No próximo arranque do PC, ao arrancar pela nossa pen já podemos escolher a distribuição ou ferramenta pretendida!