Backup do Raspberry

Para mim, o único defeito do fantástico Raspberry é o sistema de armazenamento de dados assentar num cartão SD. Bem que podia ter uma interface SATA mas… o seu preço não seria o que é! Resta aceitar e tomar as devidas precauções para não apanharmos sustos de cada vez que reiniciamos o sistema ou quando inadvertidamente retiramos a energia eléctrica.

Podemos sempre fazer backup dos dados para uma pen USB ou para um servidor remoto via FTP mas muitas vezes fazemos alterações e personalizamos o sistema operativo, o que após uns meses se torna difícil reconstruir do zero e pôr o nosso Raspberry tal e qual estava antes da “desgraça”. Por outro lado, os cartões SD mais usados são por norma de 4 a 32GB. Então, porque não criar uma imagem total do cartão SD?

Começamos então por desligar o nosso Raspi:
sudo poweroff

Esperamos que as luzes se apaguem excepto a vermelha. Podemos então desligar da corrente e retirar o nosso cartão. Inserimos o cartão no nosso computador.  A única preocupação ver é se tem o espaço livre suficiente para albergar o tamanho máximo do cartão no disco do computador.

Em Windows podem usar a ferramenta Win32DiskImager.

Em Linux vamos usar a poderosa ferramenta dd.
Na consola, verificamos primeiro onde está o nosso cartão:
sudo fdisk -l
No meu caso é /dev/sdb
Executamos então o seguinte comando:
sudo dd bs=4M if=/dev/sdb | gzip > /home/utilizador/raspberry.gz
Não vai haver barra de progresso e só resta aguardar que termine. Com este comando o ficheiro criado é automaticamente comprimido.

E pronto, temos o nosso backup realizado! 🙂

Caso pretendam repor a cópia ou trocar de cartão SD basta inverter o processo:
sudo gzip -dc /home/utilizador/raspberry.gz | dd bs=4M off=/dev/sdb

Limpinho, limpinho 🙂

Raspberry pendrive Server

Já ninguém duvida das fantásticas possibilidades e vantagens que os Raspberry Pi trouxeram ao mundo informático. Com um baixo consumo, tamanho pequeno e uma tremenda simplicidade temos na nossa mão um poderoso “brinquedo” que tem como limite a nossa imaginação.

No entanto, sempre achei que o ponto fraco deste equipamento se encontra no armazenamento por ser um cartão SD. A probabilidade de o cartão se danificar ou ficar com dados corrompidos é elevada se abusar do overclock ou de programas com escrita em disco intensiva (como por exemplo uma base de dados). Como ultrapassar este problema? Simples, usamos um disco externo ou uma pendrive e apontamos para lá o directório que queremos.

pendriveVamos imaginar que queremos um servidor Minecraft a correr no nosso Raspi mas queremos que todo o programa corra dentro de uma Pendrive. O Minecraft vai ser instalado no directório /minecraft. A pendrive usada deverá ser formatada com o sistema EXT3. Porquê? Porque este formato é rápido, nativo de Linux e não tem o journaling do EXT4 (que tornaria o sistema mais lento).

1- Na consola, passamos para su:

sudo su

2- Criamos o directório de instalação do Minecraft:

mkdir /minecraft

3- Já com a pen inserida no Raspi, detectamos qual o caminho para a pen:

fdisk -l

raspiPen1

Como podem ver, o caminho neste caso é /dev/sda1

4- Vamos inseri-lo no ficheiro /etc/fstab:

nano /etc/fstab

RaspiPen2

É só acrescentar a ultima linha

/dev/sda1     /minecraft     /ext3     defaults,noatime,nodiratime     0     0

salvar e sair

5- Reiniciamos a máquina

reboot

6- Se tudo correu bem temos a pen montada no directório pretendido. Entramos na pasta

cd /minecraft

Em seguida basta instalar o Minecraft no directório em questão e já está! Temos a nossa aplicação a correr na pendrive!